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Notícias > Julho 2013

Citrograf lança nova seleção de variedades Sete Lagoas-7L, que aumentam produção em até 30%

viveiro

A Citrograf acaba de lançar, com exclusividade no mercado, novas mudas de citros com alto potencial produtivo – em média, elas produzem de 20% a 30% a mais.

O lançamento foi realizado na 35ª Semana da Citricultura e são nove variedades: Murcott Olé Sete Lagoas, Hamlin Sete Lagoas, Natal Sete Lagoas, Valência Sete Lagoas, Pera Bianchi Sete Lagoas, Valência Midknight Sete Lagoas, Valência Delta Sete Lagoas, Baianinha Sete Lagoas e Baia Lane Late Sete Lagoas.

As pesquisas mostraram, após um resultado de 25 safras na Fazenda Sete Lagoas, de Mogi-Guaçu (SP), que a produtividade das plantas é de 20% a 30% superior. Além disso, elas apresentam qualidade superior para o mercado de frutas frescas. Também são livres de patógenos como CVC, cancro cítrico, greening, tristeza, entre outros, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria da Agricultura SAA-SP.

Entre as variedades, o destaque é a Murcott Olé Sete Lagoas, híbrido de murcott comum com a variedade Clementina, que proporciona frutos grandes com coloração intensa, poucas sementes e mais fáceis para descascar.

O diretor-presidente da Citrograf, César Graf, afirma que a chegada dessas novas variedades é um avanço para o mercado de citros. “Tecnologia, segurança, sanidade, produtividade e inovação devem ser palavras de ordem para manter a competitividade do setor”, diz.

História

Esse resultado só foi conquistado depois de muitos anos de pesquisa. Na década de 1950, a fazenda Sete Lagoas, de Mogi-Guaçu (SP), contratou o pesquisador Arthur Forest Camp, diretor geral da Estação Experimental de Lake Alfred, na Flórida (EUA), para recolher material genético de algumas plantas que serviriam para a melhoria dos novos pomares. Além das plantas brasileiras, o pesquisador também trabalhou com amostras vindas da Espanha, Argentina e Estados Unidos.

Dos talhões com recorde em produtividade, foram selecionadas plantas que mantiveram o mais alto padrão de produção. Durante 15 anos, elas foram rigorosamente acompanhadas, com avaliações estatísticas para qualidade e principalmente produtividade. Definidas as “plantas mães”, foram extraídas borbulhas que serviram para os enxertos, criando, assim, novas plantas, chamadas plantas matrizes que, desde 1997, após todos os testes biológicos e laboratoriais, são mantidas em estufas totalmente protegidas em vasos de 200 litros.

As borbulhas dessas matrizes foram multiplicadas e a partir delas formaram-se novos talhões que apresentaram aumento de 20% a 30% na produtividade.

O trabalho de melhoria genética nunca parou. Em 2008, a Citrograf virou parceira do projeto junto com diretor da Fazenda Sete Lagoas, Carlos Van Parys de Wit, e passou a ser mantenedora do material genético, que está hoje registrado como plantas matrizes no Mapa. “O resultado desse trabalho é a qualidade superior e mudas livres de doenças como o CVC, cancro cítrico e greening”, comenta Wit. ISO 9001

A Citrograf - reconhecida mundialmente por ser a primeira a produzir mudas cítricas protegidas em viveiros telados – é o único viveiro comercial do Brasil com a Certificação Internacional da Qualidade em conformidade com a NBR ISO 9001:2008.

A conquista do selo representa uma vitória na batalha contra a propagação de doenças de citros nos viveiros. A certificação é fruto de diversas atitudes pioneiras no cultivo de mudas ao longo de mais de 45 anos de história. O processo de obtenção envolveu o cumprimento de requisitos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de atender às necessidades dos produtores.

Citrograf

Fundada em 1968, a Citrograf é responsável pela produção de mais de um milhão e duzentas mil mudas por ano. Possui uma equipe de 140 pessoas que atuam em viveiros nas cidades de Rio Claro, Conchal e Ipeúna. Desde 2010, conta com uma unidade na Bahia, localizada no município de Entre Rios (142 km de Salvador). A empresa foi pioneira na construção de viveiros telados no final da década de 1990.

A produção de mudas em viveiros telados se tornou lei no Estado de São Paulo, em 2003, como forma de proteger os viveiros da Clorose Variegada do Citros (CVC). A medida rendeu resultados imediatos no controle da doença, além de diminuir a incidência de Phytophthora, causador da gomose, e de pragas do solo.

Com os viveiros telados, o setor já estava adaptado para uma das medidas de prevenção do greening – a utilização de mudas sadias ­– quando a doença chegou ao Brasil em 2004.

Fonte: Portal do Agronegócio

Tags: Agronegócio, Agricultura, Fruticultura, Notícia

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