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Notícias > Fevereiro 2010

Diretor da Citrograf é convidado para o Workshop Regional de Manejo de Cítricos, em Havana.

Caribe busca evitar a disseminação de doenças de citros e realiza evento com especialistas do mundo inteiro

Para conseguir um melhor manejo das mudas de citros, Cuba buscou referência no modelo brasileiro, que é pioneiro na produção de mudas em sistema protegido com estufas teladas. O Workshop Regional de Manejo de Cítricos, para o qual foi convidado o viveirista César Graf, é uma das ações para melhorar o desempenho econômico da citricultura do continente da região.

César Graf, um dos mais conceituados viveiristas do Brasil, o maior produtor mundial de citros, vai realizar duas palestras durante o workshop, que será realizado entre os dias 15 e 19 de fevereiro, em Havana, capital de Cuba. A ação é promovida pela Rede Interamericana de Cítricos, um órgão patrocinado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A ideia dos produtores caribenhos é buscar soluções para enfrentar a disseminação de doenças da citricultura no continente e prevê o desenvolvimento de programas nacionais de certificação e o melhoramento das tecnologias voltadas às doenças de citros.

No evento, estarão reunidos viveiristas, agrônomos e pesquisadores de 11 países e Graf é o único representante brasileiro. Lá, ele fará duas palestras. Uma sobre o “Evolução de viveiros de citros no Brasil” no dia 16, e a outra abordará “Desenvolvimento do volume de copa e produtividade de pomares novos – Dados da primeira safra”, no dia 17.

Graf destaca que o Brasil é pioneiro na produção de mudas em sistema protegido em estufas teladas e que segue rígidos padrões de higiene e defesa de doenças e, por isso, é referência para o resto do mundo. “Os países possuem distintas finalidades dentro da citricultura, mas todos têm preocupação pelas questões genéticas e fitossanitária, que serão discutidas nesse congresso”, diz.

Viveiros telados

Viveiros telados


A produção de mudas em viveiros telados se tornou lei no estado de São Paulo em 2003, como uma forma de proteger os viveiros da Clorose Variegada do Citros, conhecida como CVC. A medida provocou resultados imediatos no controle da doença, além de diminuir a incidência de Phytophthora, causador da gomose, e de pragas do solo.

Com os viveiros telados, o setor já estava adaptado para uma das medidas de prevenção da doença que é a utilização de mudas sadias, quando o greening chegou ao Brasil em 2004. O estado de São Paulo é o maior produtor de mudas do Brasil e um dos maiores do mundo, com 481viveiros protegidos, que são responsáveis pela produção de mais de 21 milhões de mudas por ano.

César Graf
Graf é um dos maiores viveiristas do país com unidades nos municípios de Conchal, Rio Claro e Ipeúna. Foi pioneiro a formar viveiros telados em 1997. Ele é diretor-presidente da Citrogaf, empresa com mais de 40 anos que produz mais de 1,2 milhão de mudas por ano.

Ele foi presidente fundador da Organização Paulista de Viveiros de Citros (Vivecitrus), entidade que reúne viveiristas para o estudo e defesa da produção de mudas cítricas.

Fonte: Página Rural



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