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Notícias > Janeiro 2008

Poda de formação é solução para adensamento de pomares

Com o aparecimento de novas pragas e doenças nos últimos tempos na citricultura paulista, tem sido adotada a estratégia de adensamento nos pomares para aumentar o número de árvores por hectare.


Se, por um lado, o adensamento proporciona uma produção maior de frutos por hectare, por outro serão gerados outros problemas, como a concorrência pela luz e água e, principalmente, o impedimento da passagem de maquinários para efetuar os tratamentos de controle de pragas e fungos.


Além de adensar os pomares, é preciso que a produção aconteça o mais rápido possível. Da mesma forma, todos os espaços devem ser aproveitados para que não se perca áreas por sombreamento, como é o caso das áreas baixas e do interior da copa.


Com o adensamento nos pomares, vem à tona a poda de formação. A técnica é muito antiga, fácil de ser aplicada e, se feita corretamente, gera uma série de benefícios à planta:


1) Aumenta a densidade de folhas na copa, distribuindo o vigor natural de plantas jovens em ramificações mais curtas. Isso faz com que a planta chegue a um equilíbrio mais rapidamente entre a área foliar e o sistema radicular, ou seja, adianta a entrada de produção da árvore;


2) Aumenta o diâmetro do caule e de galhos principais, formando uma estrutura mais forte e resistente;


3) A planta podada produz frutos em praticamente todas as áreas da copa e não unicamente nas partes baixas da copa, como de costume;


4) Controla o crescimento de ramos laterais e de topo, permitindo a uniformidade no tamanho das copas;


5) Unifica os fluxos vegetativos das brotações, permitindo uma melhor efetividade dos tratamentos fitossanitários.


A aplicação da poda de formação é feita com ferramentas manuais, como tesouras e serras. É muito fácil de ser aplicada, além de ter alto rendimento na produção de arvores podadas. Uma pessoa bem treinada pode podar uma faixa de 400 a 500 árvores por dia.


A técnica é aplicada uma única vez na vida da planta. O melhor momento para a aplicação é quando as plantas atingem a idade de um até três anos, período em que já têm seu sistema radicular bem estabilizado.


A poda aplicada com menos de um ano de idade não tem tanto efeito, e obrigando a um trabalho posterior de despontar ou eliminar alguns galhos que tomam a posição de dominantes. Pode ser aplicada em qualquer época do ano, mas a melhor época, em termos de vigor, é de abril a novembro.


Ramiro Ojeda
Consultor especializado em poda.
DEZEMBRO DE 2007

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