Responsabilidade Social   Proteção Continuada

Notícias > Junho 2007

Suco: oferta cresce e pressionará cotações mundiais

Em queda nos últimos meses devido à retração da demanda em países como Estados Unidos e China, as cotações internacionais do suco de laranja terão um novo fator de pressão nos próximos meses: a maior oferta da fruta em São Paulo e na Flórida, que abrigam os principais parques citrícolas do mundo.

Ainda que em relatório, divulgado na sexta-feira passada, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tenha reduzido sua projeção para a ainda combalida produção de laranja na Flórida na safra 2006/2007, todas as estimativas convergem para uma retomada em 2007/2007.

Para 2006/2007, o USDA passou a prever produção de 130,6 milhões de caixas de 40,8 quilos no Estado americano, contra as 130,7 milhões de caixas de 40,8 quilos calculadas em abril e as cerca de 148 milhões de caixas de 40,8 quilos de 2005/2006.

O patamar atual é o menor em uma década e meia, e mesmo o leve ajuste serviu de alento para as cotações futuras em Nova York.

Os contratos futuros com vencimento em julho estão ao redor dos US$ 1,67 por libra-peso. Os preços futuros ainda acumulam queda da ordem de 16% neste ano, mas estão longe do pico, alcançado no último trimestre do ano passado, quando superaram os US$ 2,00 por libra-peso.

A escalada até este pico teve início em 2004, em virtude dos danos provocados por furacões à citricultura da Flórida, e a queda decorre da resistência dos consumidores em pagar tanto pela bebida e também sofre a influência dos movimentos de fundos de investimentos.

Para 2007/2007, o Departamento de Citrus da Flórida prevê que a produção local de laranja atingirá pelo menos 176 milhões de caixas, segundo dados apresentados na conferência “Juice Latin América”, realizado na semana passada em São Paulo.

O volume está distante da média pré-furacões, de 226 milhões de caixas de 40,8 quilos, registrada entre os ciclos 1999/2000 e 2003/2004, mas como também há projeções de avanço em São Paulo a pressão sobre as cotações pelo lado da oferta também tende a aumentar. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado -, a nova safra paulista aumentará 3,4%, para 360,1 milhões de caixas de 40,8 quilos.

No curto prazo, não deve se ter mais preços ao redor dos US$ 2,00 por libra-peso em Nova York.

Mas também não deve haver uma queda significativa abaixo do nível atual, porque os estoques americanos e brasileiros caíram muito com os problemas da Flórida. E esse patamar é extremamente remunerador.

Antes da escalada, os preços estavam em torno de US$ 0,80 por libra-peso na Bolsa de Nova York. No longo prazo, ainda é difícil fazer previsões devido aos fatores como câmbio, doenças e custos dos insumos.


Fonte: Valor Econômico.


    Facebook

Copyright ® 1968 - Citrograf Mudas - Desenvolvimento: Fóton