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Notícias > Maio 2007

Apenas 3 das 1,5 mil propriedades relatam
o controle de greening

Após a publicação da Instrução Normativa (IN) nº 32, de 29 de setembro do ano passado, que responsabiliza o citricultor pela inspeção de seus pomares para o controle do greening, apenas três produtores, das cerca de 1,5 mil propriedades da região, entregaram o relatório de controle da doença.


Esse total de propriedades, informado pelo Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) inclui Limeira, Iracemápolis e Cordeirópolis, que também fazem parte da região de abrangência do Escritório de Defesa da Agricultura (EDA), instalado ao lado da Hípica Municipal. São aproximadamente 20 mil hectares de laranja.


O relatório de inspeção e controle do greening, deve ser realizado por todos os produtores, independente se foi constatada ou não a doença na propriedade. “Estamos numa nova fase. É preciso erradicar as plantas contaminadas e diminuir ainda mais a fonte de infecção no campo. É um ato obrigatório que poderá, inclusive, evitar prejuízos no futuro”, disse o assistente de planejamento do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) local, Antônio Carlos Junqueira.


A entrega do relatório pode ser feita até o dia 31 de julho. De acordo com Junqueira, o produtor que não declarar pode ser multado e até responder a processo cível e criminal por disseminação de pragas e doenças. A falta de responsabilidade quanto ao controle da doença pode ser levada até mesmo para o Ministério Público (MP). “A grande mudança é essa: a responsabilidade agora é do produtor”. Para isso, será iniciada uma campanha de conscientização ainda mais abrangente na segunda quinzena deste mês, embora, de acordo com o assistente do EDA, todos os citricultores já tenham recebido a informação e, inclusive, o modelo do relatório.

Obrigatoriedade

A IN nº 32, que substituiu a nº 10 (revogada no ano passado), obriga o produtor a realizar no mínimo duas inspeções no ano. Uma a cada seis meses. “O citricultor vai ter que observar se tem a doença no pomar, fazer o controle e erradicar as plantas doentes. Para isso ele será ainda mais instruído através da campanha”.


No relatório semestral de vistoria de greening deve ser informado: data do término da inspeção, talhão, variedade, ano do plantio, número total de plantas no talhão e número de plantas eliminadas.
A declaração dos produtores tanto de Limeira, quanto de Iracemápolis, Cordeirópolis e Engenheiro Coelho deve ser entregue no EDA em Limeira. O órgão fica na Rodovia Piracicaba/ Limeira, km 12, ao lado da Hípica Municipal (em frente do Maverick).


Junqueira também adiantou que o relatório deve ser rigidamente elaborado porque haverá inspeções amostrais em algumas propriedades. O Fundecitrus atuará como auditor credenciado pela Secretaria Estadual de Agricultura. A entidade será a agente fiscalizadora do trabalho desenvolvido pelo produtor. (RR)

EDA alerta para os sintomas do greening

Uma doença de origem da China chegou ao Brasil há três anos, e por isso, ainda existem produtores que não conhecem muito bem os sintomas do greening. Embora já tenha havido uma extensa conscientização sobre a patologia, o assistente de planejamento do Escritório de Defesa da Agricultura (EDA), Antônio Carlos Junqueira, alerta para que a doença seja melhor estudada para a elaboração do relatório. O greening se expande por uma bactéria chamada Candidatus Liberibacter spp., transmitida por um inseto e circula por dentro da planta. Mata a planta devagar, circula nos vasos e vai para o fruto pelo caminho do açúcar, que acaba entupido. O fruto fica torto e não amadurece. Conseqüentemente, atrapalha a produção. A doença não tem como ser eliminada e tende a aumentar, gerando o aumento do preço da laranja. (RR)


Fonte:  Gazeta de Limeira.


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